
E mais uma vez eu estava ali, em frente ao espelho com lágrimas nos olhos querendo desabar de vez. Sentia-me vazia, solitária, como se toda a tristeza que me consumia naquele momento nunca fosse passar. Mas sempre passa. Mesmo assim, não queria mais chorar e nem sentir toda aquela dor de novo entende? Será que alguém me entende? Porque ás vezes eu me pego gritando por ajuda e parece que ninguém me escuta. Ou talvez como sempre pense que estou dramatizando demais e dizem: “é só coisa de menina nova, vai passar”. Com se tudo isso que eu sinto toda essa tristeza não fosse nada. Quem me dera que não fosse nada. Mas acho que sempre serei essa menina toda frágil, que encontra em meio às lágrimas uma maneira de aliviar toda dor que sente. A menina que não consegue ficar brava com quem ama, mesmo que a magoe demais, ela é capaz de perdoar e amar sem rancor algum. Aquela menina que dizem que é dramática e incapaz de saber sobre as coisas da vida, mas que sempre a veem sorrindo para tudo e todos. Mesmo doendo, consegue colocar um sorriso no rosto e seguir em frente. A mesma menina que se sente fraca por chorar, mas muito forte por amar. Amar sem querer nada em troca, amar sem mágoas, amar com a alma. E mesmo que essas palavras não descrevam nem a metade do que eu sou e do que eu sinto, eu precisava escrever para que daqui alguns anos eu ler e relembrar que se hoje eu aguento isso, quando as coisas piorarem eu sei que irei aguentar e saberei que posso ser muito mais forte do que já fui um dia e continuar a amar.